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OPÚSCULO - O CLÍMAX DA SAPIÊNCIA HUMANA

Autor: Agnaldo Tavares Gomes 
                                        (2009)



“O início é algo que não se formou, sendo evidente que tudo que se forma, forma-se de um princípio. Esse princípio de nada proveio, pois que se proviesse de uma outra coisa não seria princípio. Sendo o princípio coisa que não se formou, deve ser também, evidentemente, coisa que não pode ser destruída.” (Platão, em Fedro)



_ O clímax da sapiência humana
_ Religião, Filosofia e Ciência
_ Homem integral
_ Quem surgiu primeiro?
_ A origem da vida (segundo a Ciência)
_ As partes do homem 
_ “Ninguém vai ao Pai senão por mim”



O CLÍMAX DA SAPIÊNCIA HUMANA
         
          Agora que estamos a festejar o clímax da sapiência humana, devo escrever o livro da Creação Evolução!... Calma, não te assuste camarada amigo; foi só o daimónion de Sócrates que roubou minha consciência... Apenas, quero conciliar os paralelos entre Religião, Filosofia e Ciência... Dispensando os antagonismos. Será possível? Vejamos.

          De propósito é que destaquei no início a idéia de Platão sobre o princípio ativo das coisas... Ou o “ato puro” como dizia Aristóteles. E partindo deste princípio indestrutível que de nada proveio vou tentar desroupar a “Ninfa oculta no bloco de mármore”.

          Ontem de ontem aconteceu esta idéia quando andava ao quintal de casa... Desligado das coisas do aquém pensava seriamente num artigo que havia lido num dos livros do educador e filósofo Huberto Rohden, o qual muito me estima sua filosofia univérsica. Fala sobre a questão Creação e Evolução, por sinal, maravilhoso escrito, prazeroso de si ler por sua maestria de composição, entregue a um pensar já pensado: o Universo!

          Então, meu amigo, prepare-se que hoje partiremos juntos a uma fantástica viajem por meio da Religião, da Filosofia e da Ciência... – vértices que compõe a vida e a natureza humana –. E como início, faz jus apegarmos da filosofia da Creação e Evolução para melhor compreender... Guiaremos pela sapiência humana, fruto de sua evolução ascensional sem perdermos de vista a essência da Creação... O Creador.

          Pois bem, digamos que a evolução humana, proposta por Darwin seja aceitável, porém em parte. Darwin, como a grande massa dos cientistas, entregou-se ou entregam a imaginação, ao raciocínio e aos meios empíricos para dar finalidade aos seus estudos, ignorando a lógica e a suprema intuição divina. Numa visão superficial esforça-se a explicar “as sobras das cavernas” ignorando as imagens lá de fora... O grande erro aí está, no comodismo da matéria vivível acreditando que nada há para além...

          Meu jovem, “não fale em mar a quem só conhece poço”. Embora hoje a matéria torna-se cada vez mais explicável pela Ciência como algo divisível, composta por moléculas de átomos, massa transformada em energia, dita por Einstein como energia condensada.

          Einstein nos convida a aceitar que tudo de material que existe no mundo visível provém dos elementos da química. E estes elementos são providos da Luz Cósmica, esta composta de átomos invisíveis e indestrutíveis. Dificilmente outro cientista afirmará com tanta exatidão que Einstein, se este não torná-lo cosmo-pensado. Ninguém obriga a ninguém acreditar em algo que os científicos não podem revelar por meio de fatos. Einstein foi além da filosofia e da ciência, afirmando que o princípio ativo das coisas reside na matemática.

          O maior matemático do século XX soube conduzir seu pensamento com a lógica sem abrir mão da intuição, com a qual profetizava os antigos filósofos o que hoje a ciência fatídica explica, ou tentam explicar. Assim, em suma de sua busca pela verdade absoluta diz: “O mundo dos fatos (a ciência) não conduz ao mundo dos valores (consciência universal), porque estes vêm de outra região (a luz Cósmica, o Uno, o Ato puro, o Absoluto, o Pai).
         


RELIGIÃO, FILOSOFIA E CIÊNCIA
       
          Quando conhecemos por Religião o Cristo, não é preciso Filosofia e Ciência mundana para encontramos, de fato, a resposta de nossa existência. Jamais a Filosofia e a Ciência nos conduzirão a nossa verdadeira identidade, que é o que somos e não o que temos.A religião trabalha com o que há além do mundo físico e imaterial... Só ela pode intervir nas outras duas esferas por ações sobrenaturais; a filosofia trabalha o pensamento humano, o raciocínio, os impulsos da alma; a ciência moderna trabalha com as coisas fatídicas, visíveis, palpáveis – a matéria, mesmo que esta seja comprovadamente imaterial. Esta é a triplicidade do homem integral.

          Quando este tem o conhecer da filosofia e da ciência e com sabedoria integra a religião do Cristo as duas esferas terrenas, torna-se ele um homem integral, harmonioso com o Deus de sabedoria, beleza e bondade.

          O homem integral, este compreendido seu real sentido da vivência humana... Este que descobriu “a pérola dos reinos celestes”. Este “desnascido” para a carne e nascido para o espírito... Sua matéria é Luz, e Luz plenificada, univérsica!...



HOMEM INTEGRAL
          “Deus creou o homem o menos possível, para que o homem se pudesse crear o mais possível”

          A religião, a filosofia e a ciência fazem parte da estrutura do homem, de sua vida e natureza. Lembrando que todo homem é religioso, filosófico e cientista. Uns dão mais queda a um desses elementos, mas é preciso balancear os três para tornar de fato homem integral. Aquele que eclipsa a religião pela filosofia e a ciência é ele profano; o que faz o contrário é místico; porém aquele, só aquele que unifica estes três componentes de modo nivelado este sim é homem realizado. A religião espiritualiza a filosofia e a ciência.

          Cada parte tem sua função específica e ao mesmo universal. Não há e nem pode haver antagonismo entre estas três potências de equilíbrio ao homem que experimentou “do fruto da árvore do conhecimento”. Se assim houver a carência de uma dessas partes na vida do ser humano, vive ele em desarmonia com o todo. Pois o homem verdadeiramente univérsico sabe nivelar estes três paralelos fundamentais a sua vivência.

          O homem que se deixa guiar sem um desses paralelos é ele deficiente, vive na sua tragicidade... Não pode o homem viver a Filosofia e a Ciência dispensando a Religião; nem pode ele viver a Religião ignorando a Filosofia e a Ciência... Se assim o fizer, torna-se incompleto. Quem vive, de fato, a nivelar a Religião, a Filosofia e a Ciência é ele um homem sábio, completo, integral.

          Podemos dizer que a ciência é o corpo material do homem, a filosofia seu intelecto, e a religião o espírito de harmonia entre o corpo e a alma, a ciência e a filosofia. 



QUEM SURGIU PRIMEIRO?

          Na cronologia temos primeiramente a religião, depois a filosofia, em seguida a ciência. Porém, na realidade Deus creou o homem religioso pelo espírito, filosófico pela alma, e científico pelo corpo. O homem não descobriu a filosofia e nem a ciência, já existiam desde o princípio, quando Deus o creou, em estado dormente... Sabe-se que cada uma tem seu papel relevante na história da humanidade.

          Conta-se que os primeiros filósofos surgiram por volta do século VI a.C., nas colônias da Magna Grécia e da Jônia. O propósito era desbastar a idéia fixa dos mitos, a idolatria dos deuses como protetores da Natureza e dos Homens. Vemos bem claro nos dois grandes poemas atribuídos a Homero, a Ilíadas e a Odisséia, fantásticos textos de um conteúdo e estética majestosa.

          A figura mais imponente entre os filósofos atenienses, sem duvida, fora Sócrates, este afirmou com todas as letras que o politeísmo grego não passava de uma fé caduca, inválida, pois somente o monoteísmo, ou seja, um só Deus era soberano entre a Natureza e os povos. Firmou-se nesta “divindade” que lhes falava a consciência. Sócrates foi condenado à morte pelo jure, obrigado a tomar um cálice de secura diante aos seus amigos, entre os quais seu fiel discípulo Platão, continuador de sua filosofia. Pois bem, aqui nasce a Filosofia! – ou desperta.

          Como vemos a Religião já existia antes da Filosofia, e antes mesmo da mitologia se tornar aceita entre os povos da Antiguidade grega como Religião absoluta, distorcida de sua verdadeira formação.

          Então fica certo, a Filosofia veio depois da Religião, conseqüentemente a Ciência, esta audaciosa em sua constituição.

          Como a Ciência é construída não pela observância através do raciocínio tão só, mas pelas experiências empíricas, pode se disser que ela dá início com pensadores como Arquimedes, o qual pôs suas teorias em prática.

          Daí o conhecer destes três amigos que mais adiante se separaria, a Religião retoma a posição de comando, desta vez como um velho ditador nazista, obrigando a Filosofia e a Ciência buscar exílio...  Estas andaram juntas por um bom tempo nas trevas da Idade Média até o século XII, quando surge Galileu Galilei (1564-1642) ao renascimento científico, com suas experiências que causou discórdia, conseqüentemente a perseguição inquisitória da Igreja Católica, obrigando-o a negar suas descobertas. Mesmo assim suas idéias vingaram, e são até hoje validas.

          Então aqui já temos a cronologia dos três paralelos que se deve guiar o humano que conheceu da “árvore do bem e do mal”... Lembrando que, de forma nivelada, não permitindo que esta sobressaia aquela... Afinal, não queremos regressar a Idade Média não é?

          Se o homem conhecedor da filosofia e da ciência do mundo apegar tão somente a Creação buscando através da qual fazer-se compreendido ao homem que não conhece, ou ignora não conhecer, outro caminho a não ser a Evolução, e que vive em tragicidade, fica difícil levá-lo a luz da verdade... Melhor que este nada conhecesse do mundo, que fosse inocente como uma criança. Pois quem se atira ao mar do conhecimento mundano sem o oxigênio do espírito divino nos pulmões este mergulha numa profundeza cada vez mais distante da superfície estrelada da glória de Deus.   



A ORIGEM DA VIDA (SEGUNDO A CIÊNCIA)

          Aristóteles (384 a. C) formalizou o conceito da Geração Espontânea, segundo a qual um ser vivo surge espontaneamente de outro ser vivo – aquele princípio ativo deste. Conceito reformulado por outros seguidores da idéia de Geração Espontânea. Tentativas variadas de comprovar sua verdade levaram muitas delas a tornar lendárias. Por exemplo: Imaginem se cultivássemos no quintal de casa uma árvore de carneirinhos?... Seria o cúmulo da imbecilidade humana!

          Mesmo com os experimentos de Francesco Rede, comprovando em laboratório que a vida só pode originar-se de outra preexistente o conceito de Geração Espontânea perdurou um longo tempo, perdendo força em meados de 1860, depois dos experimentos de Louis Pasteur, com sua engenhoca dos frascos com “pescoço de cisne”.

          Se tão complexa é a Ciência humana que dirá da Ciência divina.

          A filosofia da qual se apegam a ciência empírica de nossos dias, para dar explicações convincentes à origem da vida é a idéia de Alexandre Ivanovitch Oparin, de que a vida surgiu da união gradativa das substâncias: amônia, metano, vapor d’água e hidrogênio. Este o composto básico a todo quanto é ser vivo em nosso planeta – segundo a Ciência humana.

          É evidente e comprovada a capacidade de o homem produzir matéria inanimada em laboratório, fazendo uso de determinados componentes químicos. Só não é evidente e nem comprovada, jamais o será, que estes componentes tornem-se criaturas vivificadas. A vida está aqui distante da alquimia dos magos humanos!...

          Deus fez o homem do barro – este é o composto material – segundo os escritos bíblicos por Moisés. É provável que futuramente o homem laboratorial deixe de ser uma hipótese e passe a ser uma realidade, porém impossível é soprar a vida nesta criatura inanimada. Pois só Deus é que dá o sopro da vida a matéria humana. É Ele a suprema essência nas existências.       

          A idéia de Oparin quanto à origem da vida nos deixam implicitamente que o estágio humano ainda não é o limite da evolução. Pois se um dia fomos mesmo fungos, passamos a animais aquáticos, animais aéreos, rasteiros... Começamos a nos pendurar em galhos – como afirma a teoria de Darwin, sobre a evolução das espécies, reformulada pelas descobertas arqueológicas –, e depois voltamos ao chão, animais quadrúpedes, passamos a andar sobre duas patas, a confeccionar ferramentas de caça, expandir o cérebro, a desenhar, escrever, filosofar... É evidente que o homem ainda está em evolução... – segundo a Ciência humana. Qual será o próximo estágio?

          Eu creio no homem evolutivo, mas no homem “superior” a toda espécie de amimais... Creio no homem característico a outros animais, o mais próximo, o macaco, este inferior ao homem. E mais que no homem creio no Creador, este “imagem e semelhança do homem”. O mesmo Deus das mutações.

          Se a vida, como provam, vem evoluindo de milhões e milhões de anos é as graças de Deus agindo na necessidade de adaptação dos seres no meio que vivem. O Deus que creio é o Deus dinâmico, e não estático, o Deus das diversidades e não das monotonias... Creio no Deus do átomo indivisível, do Universo indestrutível!...         



AS PARTES DO HOMEM

          Segundo os testamentos Bíblicos, o homem é o ponto alto da Creação. Daqui partiremos a tentar compreender este mistério.

          Antes de tudo, devemos esclarecer de forma alusiva as partes que compões o homem, conseqüentemente são eles os canais através dos quais escorre a Religião, a Filosofia e a Ciência...

          Faremos um gráfico semelhante ao homem integral proposto por Rohden:

                                          Mente

                                           Alma
                   Emoções                                   Corpo
         


          Segundo Rohden, o espírito se torna alma quando este é revestido pelo corpo, porém o espírito não deixa de existir, continua na forma de alma: visto por este aspecto alma e espírito é uma coisa só. Mas há um diferencial, espírito sem um corpo que o envolva será sempre espírito, mas quando há um corpo este aparece na forma de alma. Se não houvesse um corpo que envolvesse o espírito este jamais tornaria alma humana, porém quanto há um corpo que o transforma em alma este na falência a alma não extingue... – continua a ser alma –, só que agora num corpo imaterial. Conclui Rohden: Corpo sem alma é cadáver, alma sem corpo é fantasma.

          A mente, as emoções, o corpo e a alma fazem parte do ser humano. E ele só é verdadeiramente integral quando harmoniza as parte... Tudo que acontece em uma das partes reflete em todas elas.

           Em uma de suas epístolas o Apóstolo Paulo de Tarso descreve as três partes que compõe o homem: “O mesmo Deus da paz vos santifique em tudo; e vosso espírito, alma e corpo sejam conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo” (1 Ts 5:23). “vosso espírito, alma e corpo sejam conservados íntegros”
         


VEJA O DIAGRAMA:



                               Espírito
                                      Alma
                                            Corpo

 
     
          Em termos atômicos podemos dizer que, assim como o núcleo do átomo é que o faz ser indivisível, também diremos que o espírito de Deus no homem é o que faz do homem imortal. Uma alma onde habita o espírito divino esta se torna indivisível. O homem só é mortal quando este impulsionado pela negatividade de suas ações não permite Deus, que é espírito e verdade, como núcleo de sua alma. Uma alma vazia é como um átomo sem núcleo, este sim é divisível. O átomo científico é bem provável que seja mesmo divisível, mas o átomo metafísico, este onde reside o espírito de Deus é infinitamente indivisível.



“NINGUÉM VAI AO PAI SENÃO POR MIM”

          Não é necessário ao homem o conhecer da Ciência do mundo para se auto-realizar. É mais fácil aquele que nada sabe sobre filosofia e ciência – do mundo – chegar ao “reino dos céus” que aquele que julga saber a filosofia e a ciência. Não é necessário conhecer a teoria atômica, se o átomo é ou não divisível; se o universo é fechado, aberto ou plano para chegar a Deus. “Bem aventurados os humildes em espírito, porque deles é o reino dos céus”.

          O conhecimento humano nada é diante ao conhecimento divino. A vida em abundância está para aqueles que são pequenos, os que sofrem mais que encontram alívio em Cristo; e estes pequeninos não deixam de serem também aqueles que mesmo conhecedores da filosofia e da ciência deste mundo são humildes em afirmar que seus conhecimentos são nada diante ao Creador Absoluto de todas as coisas. Em seus ensinamentos o maior pedagogo de todos os tempos fala a seus alunos discípulos que melhor fossem inocentes quais as crianças, é delas o reino dos céus.

          O homem quando descobre a filosofia e a ciência e acredita que por elas tão só encontrarás as respostas a sua existência, não passa de um rude garimpeiro em minas já desbravadas... Quanto mais pensador é o homem – sem humildade –, quanto mais raciocina quanto sua existência mais distante é ele de Deus... “Deus apanha o sábio na sua astucia”. Quando vedes um sábio por aí eufórico de sua descoberta científica, não vedes um sábio, vedes um tolo na ilusão de pensar que descobriu algo.

          Paulo de Tarso era um conhecedor a fundo da filosofia grega, estudou-as. Conhecia as idéias de Sócrates, Platão, Aristóteles, Demócrito e tantos outros filósofos, podia se gabar um sábio, mas era ciente que todo aquele conhecimento de nada valia... Uma vez em Atenas falava aos discípulos daqueles filósofos, foi aplaudido por sua eloqüência, sua retórica... Agraciado aos primeiros momentos como se a reencarnação de um daqueles sábios das coisas do mundo... Porém, a sua filosofia não era deste mundo, a sua filosofia não era sua, nem filosofia podia chamar aquela que pregava o pequeno homem maior bandeirante do evangelho do Cristo. Sob vaias e palavrões se viu obrigado a parar o discurso, pois não havia nenhum ateniense disposto a ouvir a redenção pelo Cristo ressuscitado.

          O matuto que lá embrenhado no mato distante de toda tecnologia científica, aquele que apenas tem o conhecer da filosofia da terra, que prevê a chuva na ciência da natureza, na intuição divina, aquele que fala torto, que anda desconjuntado sem postura de acadêmico, mal calçado, mal vestido, este na sua oração sertaneja, na confiança no Deus que é bondoso, agraciado por esta bondade infinita, a andar nas veredas do Cristo, é este mais perto do reino prometido que os ditos sábios deste mundo.

          Quanto mais o homem conhece a ciência do mundo mais se afasta do Creador. Quanto mais experimenta da árvore do conhecimento mais sujeito a penas é ele. O homem não descobriu a Ciência por si só, Deus o deu a conhecer, mas que a Ciência seja de serventia a humanidade, e não que o conduza a tornar-se cada vez mais monstruoso... É necessário ao bom cientista ter a humildade em dizer que nada sabe, espiritualizar seu finito conhecimento ao conhecer infinito de seu Creador.

          Os grandes mestres da humanidade tinham o conhecer da filosofia e da ciência do mundo, mas eram sábios em afirmar que tudo que sabiam eram vãs, e o que os importavam eram a filosofia já filosofada, o saber da ciência saboreado que os cobriam de uma graça de beleza e infinidade...

          Termino este opúsculo com estas geniais palavras do maior bandeirante do evangelho do Cristo:
“perecerá a ciência; porque imperfeito é o nosso conhecer”

                                                                           (Paulo de Tarso)




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