Pular para o conteúdo principal

OPÚSCULO - DO UNIVERSO AO ÁTOMO (Ou vice-versa)

 Autor: Agnaldo Tavares Gomes
                                         (2009)


“Se, em algum cataclismo, todo o conhecimento cientifico fosse destruído, e somente uma frase passasse às gerações seguintes de criaturas, que afirmação conteria maior quantidade de informações transmitida com o menos número de palavras? Acredito que fosse a hipótese atômica (ou o fato atômico, ou como você quiser chamar) de que todas as coisas são feitas de átomos – pequenas partículas que se deslocam em movimento permanente, atraindo-se mutuamente quando estão um pouco distante umas das outras, mas se repelindo ao serem comprimidas umas contra as outras”.  (Richard Feynman)



_ O átomo e seus respectivos pensadores
_ O Universo e o Átomo
_ Indivisibilidade do átomo
_ Átomo físico e metafísico
_ Causa e efeitos
_ Homem Átomo
_ “Guias cegos”...



          O ÁTOMO E SEUS RESPECTIVOS PENSADORES (LIGEIRA INTRODUÇÃO)

          A palavra átomo (em grego, indivisível) foi construída por Demócrito de Abdera (420 a.C.), para denominar as pequenas partículas que constituem a matéria – até então vista por intuição filosófica – O átomo sem forma, anucleado. Podemos dizê-lo semelhante à realidade dita por Platão: sem forma, sem cor, impalpável.

          Posteriormente surge o átomo físico, empírico de John Dalton (1803), este, como base cientifica afirma a intuição de Demócrito quanto ao átomo ser uma pequena partícula da qual a matéria é formada. O átomo de Dalton tem forma, é ele semelhante a uma “bola de bilhar”, indestrutível e eletricamente neutro.

          Depois de Dalton, Joseph John Thompson (1898) apresenta seu átomo, apelidado de “pudim com passas”, “uma pequena esfera positiva com elétrons de carga negativa incrustados na esfera”.
          O átomo de Ernest Rutherford (1911), “apresenta um núcleo carregado positivamente e ao seu redor elétrons girando com carga negativa”.

          Niels Bohr aperfeiçoou o átomo de Rutherford. Em seu modelo de átomo os elétrons giram em 7 trajetórias circulares ao redor do núcleo, este constituído de pequenas particular: elétrons, prótons e nêutrons.

          Atualmente a linguagem atômica toma novos rumos sem sair dos trilhos destes revolucionários pensadores atômicos do passado. O quark e o lépton são novas partículas nucleares do átomo que a ciência descobre avolumando ainda mais a tão extensa biografia atômica. Tão complexa é a arquitetura atômica que Gell-Mann, inventor do nome quark, frustrado com a negatividade das pesquisas levou-o a considerá-la como ficção matamática.

          Como vemos, os atomistas persistente na idéa de divisibilidade do átomo, buscam em partículas cada vez menores a explicação do princípio da vida, o mistério insondável pela inteligência humana.



          O UNIVERSO E O ÁTOMO

          Duas das invenções que revolucionaram a Ciência, se não as mais delas, foram o telescópio, partindo da pequena luneta construída por Galileu Galilei (1564-1642), permitindo desbravar o espaço; e o microscópio, a estudar a estrutura da matéria.  Permitindo ao homem enxergar dimensões infinitas, aqui distantes de sua capacidade natural... Com elas possibilitou o conhecer o que existem além do permitido por natureza a sua visão: estrelas, planetas, satélites, cometas, galáxias bilhares e milhares de anos-luz... Células, moléculas, átomos e seus componentes minúsculos...
         
          Daí então a Ciência é dividida em dois “exércitos” de cientistas, um deles vai à busca do que é misterioso no espaço, do princípio ativo ou estático do universo... Estes julgam saber o que ocorreu um segundo depois da grande explosão, ou seja, do Big Bang, e deduzem descobrir a real forma da curvatura do Universo... Podendo afirmar por cálculos científicos uns que o Universo seja fechado, outros que seja aberto, e outros ainda que seja plano... Acreditam que o Universo desde o Big Bang está em expansão até hoje, e que provavelmente voltara a contrair-se no chamado Big Crunch.
 
          O outro “exército” este noutra direção aponta seus microscópicos, não para o espaço, mas para a matéria da qual é formada todas as coisas existentes... Esses buscam no átomo a explicação ao princípio das coisas. Aqueles adeptos do átomo de Demócrito acreditam que o é indivisível, pois estes agem por intuição divina; já os que partem por si só, confiando que através do seu intelecto atingirá as dimensões divisíveis da razão atômica...

          A formação do átomo é como uma miniatura da nossa galáxia: em volta de seu núcleo giram os elétrons como se os planetas em órbita do sol... Dificilmente algum cientista descobrirá o que há para além do núcleo energético do átomo com a mesma certeza de que dois mais dois são quatro, já se sabem que ele é responsável por toda energia da esfera atômica; assim como jamais adentrará ao sol, este também responsável pela energia que faz como que os planetas girem em volta de si mesmo.

         É errado dizer que “os planetas giram em torno do sol”, o correto é “o sol faz girar os planetas em torno de si”, Pois dizer que os planetas giram em volta do sol é afirmar implicitamente que os planetas independem da energia potencializada do sol para cumprirem suas rotações. É evidente que se não houvesse o sol como centro energético aos planetas, o Universo seria estático, ou verso apenas. O Uno é pura atividade sem movimento, energia dinâmica... Qualidade que gera quantidade. Dele partem a essência as existências.

        “Dá-me um ponto fixo no Universo – e eu deslocarei o mundo dos seus eixos!” Assim dizia Arquimedes de Siracusa, genial filosofo grego. Se, de fato, não existisse o sol a mover os planetas em volta de si, certamente que Arquimedes teria muitos pontos de apoio para deslocar qualquer planeta de sua órbita. Mas felizmente o sol existe! Felizmente também existe o núcleo atômico, uma espécie de sol no centro do átomo. 

         Não existe mais para onde o homem apontar o telescópio... O homem convence-se que o macro é limitado ao seu conhecer... Também não existe mais para onde apontar o microscópico, o homem já desbravou todo o átomo... Chegou ao limite do micro, ao ponto interrogável.

         Eu creio no átomo ativo é indivisível, que toda sua energia vem do seu núcleo, mesmo que aparentemente anucleado, da mesma maneira acredito na emanação de energia do sol aos planetas... Acredito na dinâmica infinita do Universo projetado no átomo finito em sua minúscula forma... Esta confiança na indivisibilidade do átomo e do universo não é fruto de pesquisas cientificas. Por meio da Ciência sempre haverá um fato a conduzir em busca da realidade, este é o instrumento da Ciência. “Os fatos não conduzem aos valores” – diz Einstein.

          A Ciência seja ela fatídica ou filosófica toma o rumo avesso da Creação, direcionam-se aos efeitos pensando encontrar a causa, sempre haverá um efeito produzindo outro efeito semelhante numa cadeia finita, jamais uma causa produzirá outra causa – isto é lógica – Então, o certo é que enquanto for ele ego-pensante distanciará na danosa ilusão de pensar que se aproxima da causa absoluta, mas quando este se tornar cosmo-pensado, este será encontrado pela causa, e conduzido a sua infinidade...

        Fechemos este capítulo com a fantástica e humilde frase do maior Matemático do século XX, Albert Einstein: “O mundo dos fatos não conduz ao mundo dos valores, porque estes vêm de outra região”. Podemos dizer, sem exagero, que Einstein atingiu o clímax do pensar humano, não por se entregar a pensar a realidade já pensada, mas por permitir ser pensado pela realidade...

          Os fatos não levam aos valores, mas estes àqueles... Em outras palavras, impossível é o homem ir ao sol, mas possível o sol vir ao homem aos seus esplendores. A filosofia milenar diz que “o mestre chega quando o discípulo está preparado”. Einstein não descobriu a religião por meio da ciência, mas criou nele receptividade para que a religião chegasse até ele. Quando diz “penso 99 vezes, deixo de pensar e eis que me vem a resposta”.



          INDIVISIBILIDADE DO ÁTOMO

                            Nêutron           Próton   Elétron

          Em grego a palavra átomo, como dissemos, significa indivisível: a-tomo. A letra “a” é que indica sua indivisibilidade, sem ela poderíamos dizer “tomo”, que é, também em grego, divisível. O que faz do átomo indivisível não é pelo fato de existir em seu interior um núcleo formado por prótons e nêutrons ou próton tão só, como no caso do átomo de hidrogênio, pois o átomo na sua concepção original, primitiva, não tem forma e muito menos núcleo, é ele inspiração filosófica. Mas, este núcleo, que é fato cientifico, sendo ele potencializado por uma “força misteriosa” que potencializa a energia dos elétrons... Como diz a famosa fórmula que desde que foi lançada por Einstein ao papel vem intrigando o pensamento cientifico até hoje: E = mc² (energia, "E", é igual à massa, "m", multiplicada pelo quadrado da velocidade da luz, "c²").

          Então, a massa nuclear é efeito produzido por uma energia “misteriosa” através do núcleo atômico. Podemos representar esta energia da seguinte forma: recortemos numa folha de papel cartolina algumas estrelas, deixando o vazio na folha, agora pomos por baixo desta cartolina uma folha de papel alumínio, vemos então que as estrelas no papel cartolina têm em comum o mesmo brilho potencializado da mesma folha de papel alumínio. Assim também são os núcleos de cada átomo do universo, peças de um mesmo mosaico; são potencializados pela mesma energia do princípio ativo.

          O átomo é o efeito finito potencializado pela causa infinita!... O átomo metafísico, este indivisível dito por Demócrito, o mesmo afirmado por Aristóteles, e confirmado por Einstein!...

               Podemos representar no seguinte diagrama o átomo universal:






                                                    1




          Digamos que cada círculo oval seja um átomo. Desta forma temos na representação quatro átomos.  Temos aqui o número “1”, que é positivo, representando a energia potencializada no núcleo atômico. A mesma energia contida em cada um dos prótons, que junto ao nêutron compõe o núcleo do átomo, está contida nos quatro círculos (átomos), universalizando-os. Energia vinda “de outra região”. Esta da qual surgem todas as coisas que conhecemos por animadas e inanimadas. Como diz Einstein, “luz cósmica”. A luz cósmica é fonte daquilo que reconhecemos como sendo matéria: sólidos, líquidos e gasosos; é ela responsável por toda energia atômica.

          O número “1” é qualidade e não quantidade, por isso não se pode dividi-lo. E é da qualidade “1” que surgem as quantidades 2,3, 4, 5 e assim por diante numa seqüência infinita... Não é à toa que Einstein dizia que o princípio ativo das coisas reside na matemática.

          Todos os átomos que dão formas a moléculas que formam matérias são na verdade vindos da mesma fonte; fonte esta infinita em sua atividade em transformar o que ela mesma creou ao Universo!... O átomo de Demócrito não é só indivisível, mas, indizível também.
         


          ÁTOMO FÍSICO E METAFÍSICO

          O átomo físico é divisível, pois sua vida útil equivale há milênios; o átomo metafísico é indivisível, sua durabilidade é infinita, por certo não é ele causador energético, mas projetor da causa absoluta. O núcleo do átomo físico é individual, do átomo metafísico é universal. O núcleo do átomo físico não divide ao mesmo tempo com outro núcleo físico o mesmo espaço – é a Lei da física, “dois corpos não dividem o mesmo espaço ao mesmo tempo”. O núcleo atômico metafísico divide o mesmo espaço e ao mesmo tempo em que outro núcleo metafísico – a Lei da física é nula diante a realidade metafísica.

O domínio metafísico é visível como efeito sobrenatural, coisa que a ciência fatídica não explica. O maior chamado que nos fazem os Novos Testamentos bíblicos é o nascer do estado físico para o estado metafísico. – “se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus” (Cristo). “Nascer para o espírito!” essa é a chave que abre as portas da vida eterna... É neste estado metafísico que se contempla o que é belo e bom.

Para Deus, que é espírito e verdade, o que para os homens é impossível, torna-se possível!... Deus o princípio imutável, o Uno positivo, Creador dos diversos. O físico tem a visão do positivo (próton) diversificado, por isso afirma sua divisibilidade; o metafísico o vê Uno, inseparável, afirmando impossível dividi-lo. Na esfera metafísica, diferentemente da esfera física, não há repulsão, mas inclusão nuclear.
   


          CAUSA E EFEITOS
                        “Eu sou o Alfa e o ômega” (bíblia)

          A pergunta que mais anseia a ciência é se há, de fato, uma causa calmante onde reside a causa absoluta. Desde a antiguidade filosófica, esta construtora do conceito de átomo que hoje conhecemos por indivisível. O átomo dos cientistas contemporâneos é na verdade um pseudo-átomo, pois o verdadeiro átomo, mais precisamente dizendo, o átomo de Demócrito é filosófico, e não cientista. Bem sabemos que a palavras átomo significa indivisível. Os centristas poderiam chamar-lo de tomo, que é divisível – seria mais coerente.

          Aristóteles dizia que Deus é “ato puro”, dizia Spinoza “Deus é a alma do Universo”, antes destes geniais filósofos gregos dizia Platão, implicitamente, que Deus é o “Princípio imutável”. ”tudo que se forma, forma-se de um princípio”.

          Se afirmarmos que o núcleo do átomo é sua própria causa absoluta estaremos anulando a grande estrela solar que produz energia a fazer os planetas moverem à sua órbita – poderia muito bem ser esta energia a causa finita a existência do átomo físico. Embora se afirmarmos que o sol seja a causa absoluta de toda energia univérsica cometeremos outro equivoco, pois o sol não é causador nem mesmo de sua própria energia, mas tão só um canal, assim como o átomo, da energia imutável que move o Universo, não movido por si só.

          A ciência já calcula o tempo útil do átomo físico, como também calcula o fim da maior estrela solar de nossa galáxia.
          Em termos físicos é o sol o centro do Universo.
          Em termos metafísicos a Terra é o centro do Universo.



          HOMEM ÁTOMO 

          Faremos uma alusão do homem ao átomo – lembrando que apenas uma alusão – utilizaremos a divisão do homem proposta por Paulo de Tarso, sem mudar a ordem das palavras: espírito, alma e corpo; e a divisão cientifica do átomo: próton, nêutron e elétron. Aqui o espírito será o próton por sua atividade dinâmica; a alma será o nêutron por ser intermediaria entre o espírito e o corpo; o corpo será o elétron que reveste o núcleo atômico.
 
É evidente que o homem se torna humano quando este possui dentro de si a alma espiritualizada; em termos de átomos, o átomo se torna atômico por existir em seu interior como núcleo próton(s) e nêutron(s), ou próton(s) somente, como no caso do Hidrogênio, melhor representação de átomo a nossa alusão.

          Sabemos que o hidrogênio é composto por um elétron e um próton e nada de nêutron. Assim como sabemos que não existe um átomo que seja formado tão só por um elétron e um nêutron e nem por um próton e um neutro – que é núcleo atômico.

         Comparando à composição humana dizemos que não há corpo sem alma, desde que este esteja morto, e nem há alma sem corpo. Existe alma sem espírito – no caso dos animais –  como também existe espírito sem alma. Alma sem espírito é finita, é como a de um animal; espírito sem alma é como afirma Aristóteles ser Deus “ato puro”. Este “ato puro” é que faz do conhecido átomo filosófico ser ele indivisível da seguinte forma, digamos que tentássemos cortar os raios solares como uma lamina transparente... – impossível – Aqui cabe o ditado popular “não há como cobrir o sol com uma peneira”.

          O homem torna-se a existir por haver nele o espírito de Deus, o sopro eterno, que agora revestido pelo corpo é alma. No princípio era o Logos, antes da matéria a idéia (alma), antes da idéia o espírito, o pensamento de Deus pairando sobre o abismo neutral...

          O que faz do átomo ser ele atômico (indivisível) não é o neutro do núcleo, tampouco o elétron da esfera, mas o próton nuclear. É ele o positivo ativo, dinâmico... Absoluto, Transcendente, a Luz que irradia energia positiva as litosferas... Pois a ciência de hoje reconhece como verdade, através de estudos, graças ao avanço tecnológico, que o próton é ele pura energia, assim confirmando a intuição da relatividade proposta por Einstein. Energia da qual surge a matéria, numa linguagem einsteiniana, energia cósmica. Einstein estava certo quando dizia que todas as coisas que existem no mundo provêm da luz cósmica. Esta mesma luz que hoje intriga a ciência do mundo. Perguntam entre si onde está a fonte desta misteriosa energia?...Esta luz é o óleo perfumado que traz vida eterna a toda creatura que Nela crê... É o espírito de Deus contido na menor partícula da matéria, é a prova não fatídica da existência do Creador em toda creatura. “Bem aventurados aqueles que acreditam sem ver” (Cristo).

          O núcleo do átomo, como sabemos, é pura atividade, infinita assim como o espírito de Deus no homem... Quando este espírito é tirado do homem ele morre como qualquer animal pagão, Pois sua alma se torna neutra, estática, mas quando nesta alma é preservado o espírito por suas boas ações é ele, homem infinito...
          Indivisível é o átomo atômico, imortal é o homem espiritualizado.



          “GUIAS CEGOS”

          “Ninguém vai ao Pai senão por mim” diz Jesus, o Cristo. Então, equivocaremos se afirmarmos que qualquer cientista tenha chegado a crer em Deus por crer no átomo. Ele não acredita no Deus que é espírito e verdade, mas sim no átomo, embora invisível e divisível não deixa de ser matéria. Deus não é matéria creada, mas espírito Creador.

          Quem diz acreditar em Deus porque este ou aquele cientista afirma sua existência por meios fatídicos, é este guiado por “guias cegos”... Mas aqueles que se deixam guiar pelo Cristo, que é o mesmo que Deus “Eu e o Pai somos um; eu estou no Pai e o Pai está em mim” é este sábio pela graça de Deus que deixou entrar no seu coração... “O mestre chega quando o discípulo está preparado”, diz a milenar filosofia oriental.

          O átomo é, para muitos, divisível, para outros, indivisível; Deus é para todos indizível!... “Mestre, minha boca é incapaz de dizer a quem tu és semelhante”, assim respondeu Tomé a Jesus, quando perguntado a quem o assemelha.

          O Creador, só Ele explica, se mesmo exista aniquilamento do átomo, a reposição ao equilíbrio universal!... “Nada se crea de novo e nada se aniquila, tudo apenas se transforma”.

          “O Universo está em constante expansão, chegará a um ponto – diz a ciência – em que este mesmo Universo se encolherá de volta ao seu estado primitivo. É apenas uma teoria cientifica, não a verdade absoluta – nem pode ser verdade uma teoria humana. Uma gota d’água não explica a imensidade do oceano! Assim como na constituição da matéria os átomos são minúsculas partículas, assim somos nós seres creados, minúsculos na constituição do Universo.

          Contemplando a infinidade do universo vejamos o átomo, tão ínfimo, mesmo assim dividido em partes pelos atomistas, e cada uma pequena partícula biografada... Estas pequenas partículas que levam até mesmo a seus biógrafos chamá-las de “ficção matemática”. Eis a Torre de Babel em seu sentido inverso!...

          Do Universo ao átomo – ou vice-versa – o homem por mais inteligível que o seja não encontrará, jamais, o molde que em seis dias Deus Creou o mundo, e no sétimo descansou...

          Pode o homem dividir o divisível, só não pode dizer o indizível!...
          Aqui termino meu opúsculo “Do Universo ao Átomo”, com a certeza de que os mistérios de Deus são insondáveis pela inteligência humana. Somente se chega ao indizível àquele que abandona sua sabedoria do mundo e entra na zona da intuição divina. Este, se junta a Demócrito e Aristóteles a verdadeira essência do átomo, este sem forma e anucleado; por excelência indivisível! 





Comentários